Foi numa dessas navegações pelas linhas do passado que me peguei lendo a Revista Manchete, datada de 28 de agosto de 1954, que trazia toda a cobertura da morte do então presidente Getúlio Vargas. Ali, por meio das matérias, consegui compreender tudo o que aconteceu para que Vargas cometesse aquele ato que, como diziam as publicações, "pôs termo à sua vida".
Conforme relatado pela Manchete, tudo explodiu com o atentado da rua Toneleros. O alvo era o jornalista Carlos Lacerda, mas quem morreu foi o Major Rubens Vaz. A tragédia virou uma crise militar insustentável quando descobriram que o mandante era Gregório Fortunato, o chefe da guarda pessoal do presidente. De repente, Vargas se viu cercado por um mar de lama, cobrado por generais, e percebeu que havia perdido o apoio das Forças Armadas por causa de pessoas de sua própria intimidade.
Lendo as reportagens, me veio a curiosidade de saber, através da energia das cartas do Tarot, quem de fato era Getúlio Vargas fora dos holofotes políticos, em sua essência como pessoa.
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| Carlos Lacerda - Foto: Arquivo Nacional |
E hoje, mais de 70 anos depois, como está o espírito de Getúlio Vargas? As cartas de O Diabo e do Sete de Ouros me revelam que ele ainda está no plano espiritual, construindo sua jornada e trabalhando os sentimentos e as mágoas que o amarram. Ele não se curou totalmente das traições, mas a carta de O Papa mostra que ele está se organizando para voltar à Terra. Quando retornar pelo Ás de Paus, assumindo a jornada de O Louco, virá com a missão kármica de curar esses ressentimentos. Eu o vejo como alguém que ainda vai chegar com aquele espírito marrentinho, mas com a missão de entender que, às vezes, o tempo é o remédio necessário para tudo. Ele precisará aprender que parar, em alguns momentos, é a única alternativa, e que sair de cena não é perder, mas sim deixar um caminho fechado para viver algo novo e muito melhor.

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